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Xilogravura de © Alex Gama

O Centro Cultural Correios abriu dia 18 de janeiro, a exposição DIÁLOGOS, que reúne os artistas Fayga Ostrower e Alex Gama, com curadoria de Noni Ostrower e de Alex Gama. Ao todo são cerca de 120 trabalhos, entre desenhos, gravuras, matrizes, objetos e padronagens em tecidos.

O critério para os diálogos entre as obras dos artistas foi a empatia de um trabalho com o outro. Pela forte personalidade gráfica e lirismo que os artistas imprimem em seus respectivos universos é uma mostra singular, segundo os curadores. Paralelo à exposição, será exibido um vídeo mostrando as técnicas e meios de produção da gravura.

De Fayga Ostrower são expostas 56 obras (gravuras, desenhos e tecidos). Os desenhos fazem parte de um conjunto maior, exposto somente em 63, na Galeria Bonino. São 13 padronagens em tecidos da artista (das cerca de 150 que criou em 15 anos e usadas para decoraçao). Alex Gama expõe 30 gravuras e oito matrizes. Desenhos, objeto, xilogravura, tecido estão na seleção, além de uma obra inédita: a gravura Salgueiro.

Diálogos – Fayga Ostrower e Alex Gama

"Nos tempos atuais, em que o mundo virtual cresce vertiginosamente, o conjunto primoroso de obras originais expostas ressalta o uso exclusivo do conhecimento de uma tradição utilizada desde o homem primitivo, no seu gesto primeiro de registro e comunicação", atestam os curadores. E complementam: "as gravuras, decerto, provocarão no espectador uma discussão a partir da observação das mutações do ofício da gravura. Uma gravura, por excelência, não é somente uma imagem, uma matriz bem elaborada... o essencial é o pensar gráfico presente em seus meandros, não importando a técnica e o que pode a ela ser agregado".

Fayga e Alex se permitem explorar infinitas soluções e provocações, propostas no conceito da arte de gravar. Indo além no universo gráfico, experimentam tecnologias e conceitos que, à primeira vista, parecem antagônicos, porém são idênticos na paixão pela gravura.

Fayga Ostrower persegue o lirismo sem limites, com grande densidade e uma visão única, investigando possibilidades, mantendo-se na essência da linguagem gráfica. Pesquisadora incansável, a artista experimentou outras técnicas e linguagens, como cerâmica esmaltada e padronagem de tecidos.

O mesmo é válido para Alex Gama que, no seu universo intimista, extrapola os extremos da simples superficialidade. Alex traz para a mostra a gravura "Trama 33", criada na Inglaterra. O convite do Museu de Arte Latino-Americana, da Universidade de Essex a fazer uma obra original, gerou esta gravura, que virou padronagem em objetos (lenço e gravata) que são comercializados somente pelo museu. "É uma honra mostrar minha produção junto com a da Fayga, um expoente da arte brasileira muito preocupada com a arte na educação e o que ela poderia representar na vida do indivíduo", diz Alex Gama.

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Uma profunda admiração pelo universo estético europeu do século XVII aliado a uma releitura de um dos mais relevantes períodos artísticos da História da Arte motivou esta produção coletiva de três artistas de Niterói: Celio Belem, Claudio Valério Teixeira e Milton Eulálio. Com texto de Jorge Coli. Só até 12 de fevereiro na sala Joaquim Lebreton.

 

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© Nan Goldin

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro abrigará a partir de 8 de fevereiro a maior exposição da artista norte-americana NAN GOLDIN [Washington D.C., 1953] já realizada no Brasil, com uma série de fotografias impressas e slideshows, dos anos 70 aos 2000. A curadoria é da crítica carioca Ligia Canongia e do historiador de arte suíço-brasileiro Adon Peres.

Seu slideshow "The Ballad of Sexual Dependency", incluído nesta mostra, é considerado uma das maiores influências da produção ocidental atual. Desde o final dos anos 70, suas imagens, ao estilo de instantâneos [snapshots], de colorido intenso, foram anunciadas como um marco da fotografia de arte.

Nan Goldin se celebrizou fotografando com luz natural, sua "família" de amigos e amantes, em Boston e, depois, Nova York. Os registros que Goldin fez de travestis, cenas de sexo, drogas e vítimas de Aids, uma crônica da Nova York dos anos 70 | 80, estão nas coleções das mais importantes instituições de arte do mundo.

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Grand nu allongé, de 1918

A maior exposição de Modigliani no Brasil, “Modigliani: imagens de uma vida”, está em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes, Centro, Rio de Janeiro, RJ. O pintor Amedeo Modigliani nasceu em 1884 na Itália e morreu muito jovem, em 1920, na França. Criou um modo absolutamente pessoal em sua pintura fazendo distinção na História da Arte Universal, o que de acordo com seu biógrafo Christian Parisot, também curador da mostra e presidente do Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Roma, é “a síntese perfeita de sentimento e imagem”. A mostra integra o Momento Itália-Brasil e apresenta 230 itens, dos quais 12 pinturas e cinco esculturas. Também foram selecionados documentos importantes do arquivo Modigliani, Roma, que abrangem a vida do artista: o período em que viveu entre Livorno, onde nasceu, e Sardenha, passando pela estadia entre Florença e Veneza, até chegar à França. Entre os documentos de importância biográfica constam a “ketuba” - contrato nupcial dos pais, judeus -; e o diário de Eugenia Garsin-Modigliani, mãe do artista. Modigliani fotografava seus modelos e entre estes, sua mulher, a pintora Jeanne Hébuterne. Os pontos altos da exibição são as obras “Jeune garçon assis”, de 1901, “Grand nu allongé”, de 1918, “Jeune femme aux yeux bleus”, de 1917. Até 15 de abril. (fonte: o paralelo)

 

Segundo ano do projeto produzido pela Belvedere leva três telas de nova série de Pedro Varela ao Museu de Arte Moderna do Rio.

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© Pedro Varela, Tropical, acrílica sobre tela 2,00x2,00cm

As cores fortes e animadas deram lugar ao azul – do turquesa ao profundo. Materiais prosaicos e cotidianos (adesivo em vinil, caneta esferográfica...) foram substituídos pela tinta. Mas a inquietação do artista plástico Pedro Varela continua lá. E estará, a partir do dia 11 de fevereiro, preenchendo as paredes do foyer do MAM. A exposição Tropical abre o segundo ano do Projeto Foyer, uma parceria do museu com a Belvedere que aproxima jovens e talentosos artistas do público e de colecionadores. O projeto começou no ano passado com Daniel Lannes, que exibiu um políptico composto por sete telas de dimensões variadas.

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Segue até 26 de fevereiro no Instituto Moreira Salles no Rio a exposição Manuel Álvarez Bravo: fotopoesia, com 250 imagens e enfatiza a produção seminal do fotógrafo entre os anos 1920 e 1950. A mostra foi produzida em colaboração com a Associação Manuel Álvarez Bravo, dirigida por Aurélia Álvarez Urbajtel e Colette Álvarez Urbajtel, respectivamente filha e viúva do fotógrafo, e conta também com o apoio do Museu de Arte Moderna, Instituto Nacional de Belas Artes, México. Manuel Álvarez Bravo é o nome de maior relevância na fotografia do século XX de seu país. Nascido na Cidade do México, cresceu em uma família que valorizava o contato com a cultura. Seus primeiros trabalhos fotográficos, exploram alguns elementos da tradição fotográfica pictorialista, influenciados pela obra de fotógrafos então atuantes no México, como Hugo Brehme, Guillermo Kahlo, pai da pintora Frida Kahlo, e Agustín Casasola, que documentou extensamente a revolução mexicana.

 

 

 

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Acontece na Caixa Cultural do Rio a exposição de gravuras Marcello Grassman - Sombras e Sortilégios.  Segue até 15 de janeiro, reunindo 60 gravuras de um entre os maiores gravuristas brasileiros, sob curadoria de Antonio Carlos Abdalla.

 

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A exposição “ANIMA” (alma, em italiano) reúne 13 obras, de tamanhos variados, e mais um presépio, em grande dimensão, do escultor carioca Roberto Oliveira Costa, que mostra o contraste entre materiais díspares, como o granito escuro e a resina transparente. As esculturas traduzem inquietações íntimas entre aquilo que representa e o que se vê. Uma quase versão visual das teorias do escritor italiano Luigi Pirandello, segundo as quais “assim é, se lhe parece”.

Ao falar do seu trabalho, o artista destaca que algumas das esculturas expostas apresentam uma simbologia rapidamente entendida pelo espectador e que, em outras, a forma vai perdendo seu significado mais óbvio, deixando apenas o movimento, a composição. Algumas obras ganham profundidade simbólica, como no caso da escultura "Evolução"; outras beiram a abstração, ficando a forma pela forma.

Ao citar alguns títulos de suas obras, o artista enfatiza: "Fusão", que expressa “o desejo romântico do ato sexual”; "Divisão" (os momentos da vida em que caminhamos numa direção, mas nossa vontade é de seguir em outra); "Alegria" (pura alegria que gira, dança); "Encaixe” (a procura do encaixe do nosso modo de ser com o modo da outra pessoa). “É a alma sempre ansiando pela liberdade, o vôo”, conclui.

Para o escritor e curador da exposição, Geraldo Edson de Andrade, “a intenção do artista é mitificar a alma na sua plenitude, liberdade e expansão do próprio ser humano. Algumas das peças presentes nesta exposição podem parecer abstratas. E são, na realidade, a forma pela forma, mas com tal sensualidade que leva o espectador a tocá-las com persuasão quase amorosa”.

Roberto Oliveira Costa dá vazão à criatividade com obras em grandes dimensões. Mais uma demonstração de que a escultura, além de expressão, também são formas em busca do espaço a que se destina. Daí, as esculturas de um presépio expostas na Praça do Centro Cultural Correios. Nascido em 1962, o artista recebeu orientação inicial no Brasil do escultor Annibal Monteiro e, posteriormente, na Itália, do escultor Vasco Montecchi.

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Expo Morro da conceicao

© Luis Christello

Viver no centro da uma moderna metrópole e ao mesmo tempo conviver com hábitos, costumes e valores que há muito ficaram para trás. Além destes contrastes, presenciar a estranha sensação de “estar no interior, morando na cidade grande”, onde as pessoas se cumprimentam, chamam umas às outras pelo nome, trocam pinceladas de gentilezas, tudo isso no coração de um dos endereços mais preservados do Rio de Janeiro.

Estas são algumas das inspirações que preenchem a exposição “Morro da Conceição” dos artistas Marcelo Frazão e Luis Christello”, apaixonados por um dos mais belos recantos do centro da cidade, mas que também se preocupam com os rumos da ocupação daquele espaço.

O trabalho da dupla nos faz passar por lugares que nunca excursionamos, promove uma negociação entre arte, a vida, o tempo, o espaço e o afeto. Esta rica mistura transborda nas cerca de 40 fotografias e desenhos da mostra que acontece no Centro Cultural Correios.

No texto de apresentação da exposição, o superintendente do IPHAN no Rio de Janeiro, Carlos Fernando de Andrade, relembra que o Morro da Conceição era um dos marcos delimitadores da ocupação da cidade e o único a manter as funções habitacionais, no começo do século XIX.

Ao preparar o visitante para o percurso da exposição, Carlos Fernando avisa que “cada passo é uma surpresa, quadros se sucedem aos olhos do caminhante, brilhantemente, através das fotos de Marcelo Frazão e os desenhos de Luis Christello”.

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Imperdível! Antes eu conhecia suas imagens pela internet, agora pude ver suas ampliações bem de perto! É outra imagem! Quem estiver pelo Rio não deixe de visitar! 

A Aliança Francesa Rio de Janeiro traz para o público carioca uma visão incomum de Paris. Descortinada nos anos 30 pelas lentes do fotógrafo Gyula Halász (Brassaï), a cidade-luz é vista a partir de jogos de sombras, claros e escuros, em fotos que formam uma crônica da vida noturna parisiense, em imagens externas como a da Torre Eiffel e de ambientes fechados como cafés e cabarés. A exposição acontece de 23 de novembro a oito de janeiro e reúne cerca de 100 fotografias, nas dimensões 31x24 e 61x49cm. A curadoria é de Agnès Gouvion Saint Cyr.

Húngaro, com alma francesa, Gyula Halász (1899-1984) passou a assinar seus trabalhos com o pseudônimo Brassaï em 1932, quando começou a registrar prostitutas, jovens delinquentes e trabalhadores, à noite, nas ruas de Paris. Fotografados em cenas cotidianas e a própria cidade se transformavam em personagens, sob o filtro das lâmpadas das ruas, da luminosidade contida na névoa à beira do Sena, nas luzes dos monumentos.

“Brassaï soube, com genialidade e poesia, captar e desvendar o segredo da luz e da noite. Essa visita em preto e branco nos bastidores da cidade-luz se dá numa hora em que todos os gatos são pardos e o tempo está suspenso para que os segredos e as paixões proibidas possam se expressar, numa versão parisiense inédita da Comédia Humana”, destaca Yann Lorvo, diretor geral da Aliança Francesa no Brasil.

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