
Rembrandt, A Lição de Anatomia do Dr. Tulp, 1632, 169,5 × 216,5 cm.
Márcia Cristina Ferreira Gonçalves é doutora em Filosofia pela Freie Universität Berlin e professora adjunta do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UERJ. Submetido em 5 de fevereiro e aprovado para publicação em 15 de março de 2008.
RESUMO: Neste trabalho, pretendo tratar de algumas teses hegelianas desenvolvidas tanto em sua filosofia da natureza quanto em sua filosofia da arte relacionadas ao fenômeno da luz e da cor. Em ambos os diferentes contextos, Goethe serve não apenas de inspiração teórica para Hegel – na medida em que teria oferecido uma doutrina das cores muito mais completa e rica do que a teoria newtoniana mais freqüentemente aceita pela ciência –, mas também de exemplo prático, por que, enquanto artista e poeta, compreenderia o fenômeno da cor de modo muito mais apropriado à sua aplicação no campo da pintura e da arte da imaginação em geral, incluído a poesia.
Palavras-chave: Hegel, Goethe, Arte, Cores, Luz.
ZUSAMMENFASSUNG: Im Rahmen dieser Arbeit beabsichtige ich, einige der Hegelschen Thesen zu behandeln, die sowohl in seiner Naturphilosophie als auch in seiner Kunstphilosophie entwickelt wurden und auf die Licht- und Farbphänome bezogen sind. In verschiedenen Zusammenhängen dient Goethe nicht nur der theoretischen Inspiration Hegels – in dem Maße, dass er eine Farbenlehre präsentiert, die reicher als die Newtonsche Theorie ist, die öfter in der Wissenschaft akzeptiert wurde –, sondern auch als praktisches Beispiel, weil er als Künstler und Dichter das Phänomen der Farbe in einer adäquateren Weise begriff, um es auf dem Gebiet der Malerei und der Kunst der Einbildungskraft (einschliesslich der Dichtkunst) zu verwenden.
Schlüssel-Worte: Hegel, Goethe, Kunst, Farben, Licht.
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