O artista Paul Klee investiga os processos da forma, conjugando materiais e técnicas que tecem suas próprias relações. O que caracteriza sua obra é a compreensão da Modernidade, as correspondências com outras culturas e demais gêneros de expressão artística. O traço, não mediado pela referência à natureza, atua como instrumento de busca de uma forma mais livre, que se desdobra no tempo e no espaço, e exige a participação do espectador.
Palavras-chave: Paul Klee, arte moderna, poética, pintura
Paul Klee investigates the process of form, conjugating materials and techniques that weave their own relations. The artist understands the Modernity, its correspondences with the other cultures and means of artistic expression. The line, non mediated by references to nature, acts as an instrument in the search for a freer form, unfolding through space and time, and demanding the participation of the viewer.
Keywords: Paul Klee, modern art, poetics, paintings
“A obra de arte”, do diretor Marcos Ribeiro, mostra o processo de criação de sete dos principais artistas plásticos do Brasil: Eduardo Sued, Carlos Vergara, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Waltércio Caldas, Tunga e Ernesto Neto.
O filme responde a duas perguntas principais: Como nascem e prosperam as obras de arte? O que são obras de arte? As respostas surgem em visitas aos ateliês dos artistas plásticos. Marcos Ribeiro colheu depoimentos, imagens, performances, gentilezas e surpresas em filmagens inesquecíveis.
O documentário revela a descoberta do mundo das artes plásticas pelo diretor, e como este mundo pode ser entendido e apreciado por todos. Numa linguagem fluente e afetiva, com planos longos e música especialmente composta para o filme, ele conduz o espectador através dos ateliês e do pensamento dos artistas. E os artistas, ao falarem de suas ideias, mostram os procedimentos e métodos na produção de suas obras de arte.
Com produção da jornalista Helena Lara Resende, música do maestro Antonio Saraiva, direção de fotografia de Manuel Águas e direção e montagem de Marcos Ribeiro, o filme, com “suas imagens e depoimentos únicos, é capaz de revelar, entreter, emocionar e sugerir reflexões além das artes plásticas, de uma maneira delicada e original”, afirma o diretor.
A Obra de Arte – The Work of Art, 71’ 2009
Ficha técnica Artistas protagonistas: Beatriz Milhazes, Carlos Vergara, Cildo Meireles, Eduardo Sued, Ernesto Neto, Waltércio Caldas e Tunga Produção: Helena Lara Resende Motion design: Caco Moraes Direção de fotografia: Manuel Águas Música: Antonio Saraiva Direção e montagem Marcos Ribeiro Versão inglês: Legendagem: Vladimir Freire Finalização HD: Condomínio( Bernardo Varela) Mixagem: Meios e Mídia
A contribuição de Kandisnky para compreendermos a pintura moderna é fantástica. Como pensador, entendeu sua época com precisão e como visionário profetizou as futuras tendências das artes. Além de pensar seu contexto, produziu e praticou seus pensamentos, fez arte e nos deixou um legado consistente de obras visuais que servem de testemunha da sua teoria. Permitindo um precioso contato com uma das bases da arte moderna, em especial nos pilares da pintura abstrata. Há quem diga que sua maior contribuição às artes plásticas fora justamente sua obra teórica. Acredito que não seria a mesma sem a prova de sua sensibilidade como pintor. Do espiritual na arte nos conduz com riqueza de conteúdo e método às premissas e análises dignas de grande mestre, tanto nas letras quanto nas formas e cores. Este livro foi concluído em 1910. No mesmo ano que Kandinsky pinta seu primeiro quadro abstrato, uma aquarela. Esta ligação entre teoria e prática é uma das características essenciais da sua obra. Seu pensamento é rigoroso, mas nunca independente da sua sensibilidade. Em um ano (1911-1912) Do espiritual na arte teve três edições sucessivas, provavelmente um dos livros mais lidos nos ateliês e bibliotecas.
Basquiat tinha ascendência porto-riquenha por parte de mãe e haitiana por parte de pai. Desde cedo mostrou uma aptidão incomum para a arte e foi influenciado pela mãe, Matilde, a desenhar, pintar e a participar de atividades relacionadas ao mundo artístico. Em 1977, aos 17 anos, Basquiat e um amigo, Al Diaz, começaram a fazer grafite em prédios abandonados em Manhattan. A assinatura era sempre a mesma: "SAMO" ou "SAMO shit" ("same old shit", ou, traduzindo, "a mesma merda de sempre"). Isso gerou curiosidade nas pessoas, principalmente pelo conteúdo das mensagens grafitadas. Em dezembro de 1978, o veículo Village Voice publicou um artigo sobre as escrituras. O projeto "SAMO" acabou com o epitáfio "SAMO IS DEAD" (SAMO está morto) escrito nas paredes de construções do SoHo novaiorquino.
A Irmandade Pré-Rafaelita (Pre-Raphaelite Brotherhood ou PRB em inglês), também Fraternidade Pré-Rafaelita ou, simplesmente, Pré-Rafaelitas, foi um grupo artístico fundado na Inglaterra em 1848 por Dante Gabriel Rossetti, William Holman Hunt e John Everett Millais e dedicado principlamente à pintura. Este grupo, organizado ao modo de uma confraria medieval, surge como reacção à arte académica inglesa que seguia os moldes dos artistas clássicos do Renascimento. Inseridos no espírito revivalista romântico da época, os pré-rafaelitas desejam devolver à arte a sua pureza e honestidade anteriores, que consideram existir na arte medieval do Gótico final e Renascimento inicial (Proto-Renascimento). Ao se auto-denominarem pré-rafaelitas realçam o facto de se inspirarem na arte anterior a Rafael, artista que tanto influencia a academia inglesa e que é consequentemente criticado pelos pré-rafaelitas. A influenciar este grupo vão estar também os Nazarenos, uma confraria de pintores alemães que, no início do século XIX, se estabelece em Roma e tem como objectivo repor a arte paleocristã.
William Holman Hunt, O Triumfo dos inocentes
Arte pela arte
Embora tratando-se de um grupo de artistas unidos em prol do mesmo objectivo, o grupo não se revelou homogéneo nas suas produções podendo-se observar uma ramificação em dois géneros diferentes dentro do movimento: por um lado alguns destes artistas (Millais, Holman Hunt) vão dedicar-se aos temas e problemas da sociedade actual cada vez mais materialista, utilizando para isso uma representação realista; por outro lado outros artistas (Rossetti, Edward Burne-Jones) vão ligar-se mais a temas medievais inspirados em Dante (cujo nome inspirou o primeiro nome de Rossetti) na sua Divina Comédia, em lendas como a do Rei Artur, cenas religiosas, carregando as suas composições de misticismo numa versão mais visionária. Pode-se afirmar que esta segunda variante dominou o movimento.
No próximo dia primeiro de setembro, galerias de arte do Shopping Cassino Atlântico se reúnem para abrir simultaneamente exposições em várias linguagens como pintura, escultura, grafite e até performance em clima de happening. Estamos falando da terceira edição do Atlântico Contemporâneo, movimento coletivo que tem como objetivo comum firmar este espaço como centro de arte contemporânea.
Conectado às tendências das artes visuais e nos movimentos artísticos mais in que estão acontecendo, em especial no Rio de Janeiro, o Atlântico Contemporâneo reúne as seguintes galerias:Anderson Thieves, Athena Contemporânea, Colecionador Contemporâneo, Espaço Eliana Benchimol, H.Rocha, Inox, Marcia Barrozo do Amaral, Mauricio Pontual, Movimento Arte Contemporânea, Patrícia Costa, Reuse, Tramas e VG Arte.
O evento garante novidades. É o caso do artista francês Thomas Henriot, representado pela galeria Inox,que realiza um trabalho poético com nanquim sobre papel de arroz, interpreando cenas urbanas em diversas cidades do mundo. As imagens de Thomas impressionam pela grandiosidade, delicadeza e pela forte identidade que possuem. Outro artista que surpreenderá é Anderson Thives, cujo a galeria leva o seu nome, vai mostrar sua nova coleção de colagens com revistas inspiradas em obras primas famosas como "Monalisa" e "O grito" na exposição "Dez-colados". O artista cria corpos inusitados para complementar as obras que ganharam tamanho natural.
Gilvan Nunes realiza na galeria Patrícia Costa uma individual "Com óleos para um jardim", com curadoria de Bernardo Mosqueira, que reúne pinturas com grande quantidade de tinta a óleo, formando passagens pictórias de ecossistemas fantásticos, com gigantes seres vegetais. O artista Lincoln Nogueira, será lançado no Rio pela Galeria H.Rocha eapresentará a individual "Fitar", que tem como base o aproveitamento de persianas encontradas no lixo, sobre as quais aplica fitas adesivas coloridas, reinventado o sentido e o ciclo de vida desses objetos. Já aTramas Galerias de Arteapresenta a exposição do importante artista Paiva Brasil com objetos e desenhos enraizados na experiência construtiva, de caráter abstrato-geométrico, aliados ao lúdico. Destacando-se a série “normógrafo”, “vertebrados” e um novo múltiplo em acrílico intitulado “Bialado".
Dentro do movimento da arte urbana, o grafiteiro paulista Zezão, autodidata de renome na cena street art, invade a "praia carioca" na individual a se realizar na Athena Contemporânea, em parceria com a galeria paulista Choque Cultural. A mostra traz trabalhos em técnicas e suportes diferenciados, tais como fotografia, assemblages em madeira e pintura sobre tela.Athena Contemporânea também apresenta no subsolo a instalação da artista Anna Paola Protasio, "O Instante Fraturado”. Tinho é outro grafiteiro paulista, precursor do grafite junto aos OsGemeos e renomado no exterior, que realiza a individual "A Cidade Fala" na galeria Movimento Arte Contemporânea, comtrabalhos que mesclam diversas técnicas como óleo, spray e colagem. A mostra também terá uma instalação visual/sonora com caixas de som que são transformadas em prédios cheios de pixação, grafite e lambe-lambes. No dia da abertura Tinho realizará uma performance.
A Mauricio Pontual leva as florestas brasileiras para dentro da galeria através da exposição “Vida e Floresta”, com 26 obras hiper-realistas do artista Maurício Barbato, que já teve trabalhos vendidos pela Sotheby's de New York. Em contraponto ao colorido das florestas tropicais, a VG Arteexibe "Memória do Branco– Armadilha de Todas as Cores", com obras dos artistas Marilou Winograd e Osvaldo Gaia, que participaram da Bienal de Florença, na qual Gaia obteve o prêmio de 4º lugar. As fotografias de Marilou, que serão exibidas nesta mostra, foram clicadas em sua viagem a Antártica. Elas também fazem parte do livro “Silêncio do Branco” que será lançado no evento.
Três coletivas, com diversidade de linguagem, suportes e olhares, integram o Atlântico Contemporâneo. É o caso do Espaço Eliana Benchimol, com trabalhos inéditos para o público do Rio de Janeiro, de artistas que a galeria representa, como Ianelli, Sacilotto, Perez-Flores, Dolino, Rubens Ianelli. Serão ainda apresentados nessa exposição novidades de artistas como Nelson Leirner, com suas colagens interessantes e irreverentes, fotos de Vik Muniz, trabalhos de Marcus Vinicius em madeira pintada e vidro colorido, entre outros.
E Marcia Barrozo do Amaral, que elaborou especialmente para o evento a coletiva "Linha Reta / Linha Curva", com trabalhos que privilegiam a geometria, reúne na mostra obras dos artistas Anna Letycia, Ascânio MMM, Sued, Krajcberg, Galvão, Janice Melhem Santos, Julio Villani, Palatnik, Paulo Climachauska, Roberto Magalhães, Tunga, Zemog. Já a Colecionador Contemporâneo explora na mostra “Gerações”, com curadoria de Marco Antônio Teobaldo, diversas linguagens da arte brasileira com obras de Krajcberg e Carlos Vergara, uma instalação de Ernesto Neto, uma escultura de Marçal Athayde e trabalhos da vertente arte urbana de Ozi e Rodrigo Villas Boas.
O design também faz parte deste mega evento. A Reuse expõe móveis e objetos dos anos 50 e 60, incluindo exemplares de importantes artistas tais com Tenreiro e Sérgio Rodrigues.
As atividades de curadoria abrangem um campo muito extenso, tanto nos planos cultural e artístico quanto no comercial. “Curar”, nos ensina o dicionário, é cuidar, ter cuidado. E esse trabalho começa, quase sempre, por trabalhar o próprio artista ele mesmo. O artista é aquele que produz arte, e isso é tudo que podemos exigir dele. É por isso que o curador tem tanta importância, porque ele é a ponte entre a crítica – ou seja, a reflexão intelectual sobre uma produção artística – e o mercado consumidor dessa arte – não só no sentido de compra e venda da obra física, mas sobretudo no sentido mais amplo de circulação social dos bens culturais.
Na condição de mediador cultural, o curador assume uma função social. Meu objetivo aqui é justamente tecer algumas considerações, dentro da área específica da fotografia, sobre o trabalho do curador como prática social. Nesse sentido, apresento um conjunto de observações que buscam em primeiro lugar apresentar o significado da curadoria em fotografia e na sequência delimitar o espaço social de uma atividade que vem se consolidando no âmbito da produção fotográfica.
É curadoria estabelecer um recorte na obra de um artista, tanto quanto imaginar um evento do porte do Mês da Fotografia de São Paulo ou o FotoRio, elaborar sua estrutura, identidade visual, estratégia de divulgação na mídia, articulação com os demais setores produtores de cultura no país e com o movimento fotográfico internacional. É também curadoria escolher os autores com suas respectivas obras e distribuí-los pelos diversos espaços de exposição, determinando que obras serão expostas e de que maneira.
Portanto, quer em um grande evento quanto no trabalho de programar um único centro cultural ou administrar uma carteira de artistas, cabe ao curador sempre fazer uma ponte entre o público e a obra, viabilizando a circulação desta. O curador é, então, sobretudo, um tradutor para o mercado como um todo e para o público em geral do sentido maior de uma determinada produção artística. Preserva-se, pela presença desse mediador, a autonomia do fotógrafo face às demandas do mercado, bem como fica garantida a presença da produção fotográfica histórica e contemporânea nos espaços culturais de visitação pública. Além disso, nós, fotógrafos, sabemos que o nosso olho é mais penetrante que o nosso raciocínio, e o talento do nosso olhar, muitas vezes, é bem maior do que a nossa capacidade empresarial e comercial.
Nesse sentido, uma das mais importantes atribuições do curador é propor e organizar coleções públicas e privadas de fotografias, que se constituem, pela própria natureza da fotografia, em reservas culturais de formação de identidade, de autoconhecimento e de autocrítica de uma sociedade. As fotografias são meios de memória e suportes de imaginação. (Leia o artigo na íntegra publicado na revista Studium 32)
Biografia do apaixonante artista Amedeo Modigliani. Ele revolucionou o mundo das artes como um cometa, dançando sobre as mesas, embriagado de paixão pela vida. Inspirado pelo amor e consumido pela obsessão, é o famoso pintor Modigliani ( Andy Garcia ), um gênio criativo que viveu e absorveu a charmosa Paris do início do século XX com uma atração incontrolável pela beleza. O filme mostra o último ano de sua vida, às voltas com as drogas e as paixões. Faz menção aos diversos dramas que o artista viveu de forma bem dosada, quando fala de Modigliani como pai, artista, marido, homem e amigo. Colega de Picasso (Omid Djalili), amante de Jeanne Hébuterne (Elsa Zylberstein), filho de judeus, Amedeo Modigliani foi um artista ímpar e o filme sobre sua vida também não deixa de ser. Realmente uma ótima escolha para quem é um apreciador da arte.
Artista consciente do próprio trabalho, Oiticica deixou um extenso legado não só pelas muitas obras referenciais, mas também por sua visão incomum sobre o papel do artista.
Vídeo documentário da exposição Hélio Oiticica - Exposição "Museu é o Mundo" que ocorreu no Museu Nacional de Brasília em 2010, com excelentes comentários de Fernando Cocchiarale, entre outros nos coloca no núcleo da arte de Hélio Oiticica.
Um belo filme de arte sobre arte, que levou quase sete anos de preparo. Indispensável para quem gosta do assunto. A direção, fotografia e atores no filme conseguem levar para tela em movimento o olhar do pintor, a busca do belo e suas impetuosas paixões misturando ficção, teatro e recortes históricos.