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Man Ray


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Man Ray by Wolleh

Man Ray (Emanuel Rudzitsky, Filadélfia, 27 de Agosto de 1890 - Paris, 18 de Novembro de 1976) foi um fotógrafo, pintor e anarquista norte-americano. Foi um dos nomes mais importantes do movimento da década de 1920, responsável por inovações artísticas na fotografia. Muda-se na infância para Nova Iorque. Estudante de arquitectura, engenharia e artes plásticas, inicia-se na pintura ainda jovem. Em 1915 conhece o pintor francês Marcel Duchamp, com quem funda o grupo dadá nova-iorquino. Em 1921 contacta com o movimento surrealista na pintura. Trabalha como fotógrafo para financiar a pintura e, com a nova atividade, desenvolve a sua arte, a raiografia, ou fotograma, criando imagens abstratas (obtidas sem o auxílio da câmara) mas com a exposição à luz de objetos previamente dispersos sobre o papel fotográfico.

Como cineasta, produz filmes surrealistas, como L'Étoile de Mer (1928), com o auxílio de uma técnica chamada solarização, pela qual inverte parcialmente os tons da fotografia. Muda-se para a Califórnia em 1940, para explorar as possibilidades expressivas da fotografia. Aí dá aulas sobre o tema. Seis anos depois, retorna a França.

Em 1963 publica a autobiografia Auto-Retrato. “Em lugar de pintar pessoas, comecei a fotografá-las, e desisti de pintar retratos ou melhor, se pintava um retrato, não me interessava em ficar parecido.

Finalmente conclui que não havia comparação entre as duas coisas, fotografia e pintura. Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação, ou um sonho, ou um impulso do subconsciente. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem.", por Man Ray (fonte: wikipedia)

Nova Iorque foi essencial para sua formação artística. Em 1913 se formou em Desenho Industrial, e passou a pesquisar vários materiais, aplicando-os à pintura. Aqui seria o começo de sua paixão pela escultura e pela execução de trabalhos que compreendiam a junção de objetos do cotidiano.

Começou a freqüentar a galeria 291, do grupo Foto-Secessão do fotógrafo Alfred Stieglitz (1864-1946), passarela de artistas e público e também campo de batalha para novas idéias na arte e liberdade de criação. Esse grupo defendeu “o Abstracionismo e as possibilidades bem distantes dos códigos do real” e trouxe para Nova York artistas da arte moderna européia, como Rodin, Matisse, Cézanne, Picasso e Brancusi, entre outros. Na verdade, eles fizeram um intercâmbio cultural entre artistas americanos e europeus. Man Ray comenta sobre os pintores americanos: “Pareciam muito americanos e lhes faltava o mistério que eu sentia nos trabalhos importados”.

A estadia de Man Ray em Nova Iorque foi muito proveitosa, pois lá conheceu os trabalhos de Marcel Duchamp e Picabia. Assim, iniciou-se no movimento Dadá colaborando para a revista New York Dada. Contudo, sua amizade com Duchamp foi decisiva para sua formação cultural, e eles se tornaram amigos e cúmplices até a morte do artista francês em 1968.

Man Ray comprou sua primeira câmera fotográfica em 1914, pois necessitava fazer cópias de suas pinturas para a imprensa e para os colecionadores. Então, em vez de pagar pelas cópias, resolveu comprar uma câmera. Ele e Duchamp começaram a registrar fotografias que imortalizassem as ações do Dadá, e estas se tornaram um meio de subsistência, pois ele começou a fazer retratos ou fotografias das obras de outros artistas. A partir de então, começou a trabalhar a pintura com as técnicas de laboratório.

A genialidade de Man Ray fez com que se tornasse um artista eclético. Aliás, como mostra Georgia de Andrade Quintas, ele foi um ser onírico, lúdico e diáfano com suas criações; lidava com o inconsciente e o consciente nas fotografias, enquadrando-se em qualquer estilo. Porém, foi reconhecido como um dos principais fotógrafos dos movimentos Dadá e Surrealismo.

O talento de Man Ray envolvia a pintura, a escultura, a fotografia, objeto-maker e cinema. Sua contribuição nessas áreas foi muito importante para o desenvolvimento artístico da época. (fonte: fotografia contemporânea)


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