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Op Art


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1964-Capella-I

Victor Vasarely - Capella I - 1964

O termo foi incorporado à história e à crítica de arte após a exposição The responsive eye [O olhar compreensivo, MoMA/Nova York, 1965), para se referir a um movimento artístico que conhece seu auge entre 1965 e 1968. Os artistas envolvidos com essa vertente realizam pesquisas que privilegiam efeitos óticos, em função de um método ancorado na interação entre ilusão e superfície plana, entre visão e compreensão. Dialogando diretamente com o mundo da indústria e da mídia (publicidade, moda, design, cinema e televisão), os trabalhos da op art enfatizam a percepção a partir do movimento do olho sobre a superfície da tela. Nas composições - em geral, abstratas - linhas e formas seriadas se organizam em termos de padrões dinâmicos, que parecem vibrar, tremer e pulsar. O olhar, convocado a transitar entre a figura e o fundo, a passear pelos efeitos de sombra e luz produzidos pelos jogos entre o preto e o branco ou pelos contrastes tonais, é fisgado pelas artimanhas visuais e ilusionismos. O húngaro Victor Vasarely (1908) é um dos maiores nomes da op art. (itaucultural)

 

Fichamento do Livro "Conceitos da Arte Moderna" Autor: NIKOS STANGOS Editor: Jorge Zahar Pág. 11 a 26. Escrito por Jasia Reichardt:

1 - O termo óptico ou retínico aplica-se geralmente àquelas obras bi e tridimensionais que exploram e tiram proveito da fabilidade do olho humano. As únicas outras generalizações que são pertinentes neste ponto são que a Arte Op é abstrata, essencialmente formal e exata, e que pode ser vista como em desenvolvimento do construtivismo e da essência do objetivo de Malevich, que era "assegurar a supremacia da sensibilidade pura em arte"... Além disso, podia ser também vista como tendência influenciada por idéias desenvolvidas na Bauhaus por de Moholy-Nagy e Josef Albers...

2 - Ela possui essencialmente a qualidade dinâmica que provoca imagens e sensações ilusórias no espectador, quer isso ocorra na estrutura física do olho, quer no próprio cérebro. Assim, pode-se deduzir que a Arte Op lida com a ilusão de um modo muito fundamental e significativo.

3 - As influências mais diretas sobre o desenvolvimento do movimento da Arte Op, que data grosso modo de 1960 na forma de numerosas linhas individuais de pesquisa, sobretudo na França e na Itália, serão encontradas nas obras e teorias de Josef Albers e Victor Vasarely.

4 - Acredita Vasarely que "vivenciar a presença de uma obra de arte é mais importante do que compreendê-la". O conceito envolvidocom a sensação num grau tal que gera um efeito virtualmente físico no observador.

5 - Como rótulo, Arte Op é desconfortável para os artistas a  cujas obras ele se aplica. Não é uma forma de arte programática na medida em que seu aspecto crucial envolve mais uma técnica do que uma ideologia.

6 - As pinturas op não se prestam à exploração intelectual - o forte delas é a provocação de um intenso impacto sensual e, com frequência, sensacional, o qual, em última análise, pode ser nada mais, nada menos do que uma experiência ímpar.


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