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Cibachrome


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Série Noturnas 2, 1991 © Miguel Rio Branco

Trata-se do processo mais direto da fotografia. A imagem é captada em cromo (um positivo) e ampliado diretamente para o papel. Assim, existem duas etapas a menos que na ampliação tradicional do negativo (no processo do negativo, na hora de se tirar a foto, a imagem é convertida para negativo e na hora de ampliar, é convertida para positivo novamente, ou seja, são duas etapas a mais). Por ser um processo direto, o Cibachrome é o mais nítido de todos os processos de ampliação e também o mais fiel à realidade. Exibe uma infinidade de degrades e cores que o negativo e o digital não suportam, e consegue dar um volume aos tons de preto. Um Cibachrome bem feito dá uma perfeita noção de profundidade, beirando o olhar tridimensional do ser humano. Quem segura um cibachrome na mão, tem a impressão de estar segurando uma jóia. É um processo extremamente complicado e tóxico, razão pelo qual sempre foi caro e restrito ao mercado de arte.

No Brasil Miguel Rio Branco foi o grande difusor desta técnica. Agora, ao exemplo do que aconteceu com a daguerreotipia na fotografia em preto e branco, a tecnologia unida à produção em massa está fazendo desaparecer o mais perfeito processo de ampliação colorida. Uma dica para quem coleciona arte: aproveite e compre os últimos exemplares desta técnica, pois em alguns meses desaparecerão do mercado. (via: Felix Richter)

O processo Cibachrome foi desenvolvido pela Ciba-Geigy da Suíça na década de 1960. O processo foi posteriormente adquirido pela Ilford, agora faz parte da International Paper, e renomeado para "Ilfochrome" - mas quase todos ainda se refere a ele como Cibachrome ou mesmo "Ciba".

 


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