
Jovens pilotos de planador. Esboço de página dupla para revista USSR em construção. 1933. Alexandr Ródtchenko e Varvara Stepanova
Negativo construído a princípio é a montagem de um negativo a partir de outros já existentes, recortando imagens de negativos e remontando para se obter a imagem desejada, é uma trabalho minucioso que invariavelmente pode ser identificado pela ampliação, seja pelo registro da fita adesiva, seja pela junção do corte de um negativo ao outro. Tal método foi muito utilizado pelo russo Alexander Rodchenko.
Para os mais puristas, o fato do negativo construído passar pelo ampliador de maneira convencional, pode parecer que é o item que o difere de uma matriz de fotograma montada sobre um chapa transparente rígida como descrito no parágrafo anterior. Porém devemos nos lembrar que um negativo não está amarrado aos 35mm convencionais, podendo existir no formato 120 mm ou maior de acordo com a necessidade e as possibilidades técnicas do fotógrafo. O fato de não existir câmara na dimensão requerida não significa que não possa ser montada, caixas escuras que possibilitavam a obtenção de imagem em negativos de dimensões consideráveis já era usado antes da existência da fotografia por Jan Van Eycke. A partir da imagem projetada ele obtinha o desenho para as suas pinturas hiperealistas.
A reprodução a partir de negativo acima do tamanho convencional não é feito necessariamente de um ampliador, sendo que a imagem obtida no tamanho do negativo pode ser satisfatória. Neste caso, não é nem a reprodutibilidade, nem o fato de ser usado o ampliador que difere a matriz do fotograma ao do negativo montado, mas a natureza do negativo de registrar a imagem pela luz recebida.
Deixemos claro que não estamos falando da cópia (ou das cópias, ampliadas ou não).
O fato de, ao montarmos o negativo, deixarmos marca de corte e colagem, deixamos uma alteração a mais no resultado que não confere à uma simples montagem. Isto, a princípio parece contar pouco, porém estas marcas tem peso estético e devem ser manipuladas para que este peso não seja destrutivo, mas corrobore com o efeito desejado. (fonte: wikipédia)
O mesmo procedimento utilizado na confecção de fotogramas pode ser aplicado na confecção de negativos em filme, o que possibilita, com mais eficiência, a reprodução do efeito obtido.
A execução de um fotograma sobre filme deve ser mais cautelosa devido à rápida velocidade de captação de imagens de que o filme é dotado, bem como pelo alto custo do filme em folhas, também conhecido pelo nome de chapa.
A fonte de luz recomendada deve ser de baixa intensidade, sendo adequada para essa finalidade, a utilização de um ampliador fotográfico.
Filmes de alto-contraste, como o Kodalith tipo 3, são os mais adequados à execução dessa tarefa. Esse tipo de filme, não sendo sensível à luz vermelha, permite trabalhar sob lanterna de segurança.
Como as características do próprio filme indicam, a imagem negativa ou positiva que dele se pode obter será de alto-contraste. No entanto, se for alterada a proporção da química reveladora, tornando-a menos ativa, isto é, diluindo-a em maior proporção de água , meios-tons podem ser obtidos. Experimente diluir o revelador e 6 partes de água. O tempo de revelação deve ser determinado por um teste.
Negativos de dimensões não convencionais podem ser obtidos por meio da ampliação de diapositivos sobre um filme de alto-contraste.
Algumas das obras fotográficas de Isabella Cabral, Kenji Ota, Cássio Vasconcelos e Maria Angela Di Sessa são exemplos expressivos dessa prática de manipulação e construção de seus trabalhos fotográficos. (créditos: Luiz Monforte, fonte: luizmonforte.com.br)
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