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Arte o que é? Porque existe?
Sáb, 09 de Fevereiro de 2008 21:35
Vênus de Willendorf
Tema muito questionado que propõe respostas ao motivo, fascínio e interesse que leva o homem a fazer arte. Considerando que sem manifestação artística, não seria possível apreender a cultura de uma sociedade passada. As principais idéias apresentadas descrevem a necessidade do homem em “registrar os fenômenos de sua existência”, seja para informar seu poder e posse sobre os animais, ou representar materialmente elementos espirituais, ancestrais e deuses através de rituais religiosos, ou apenas para expressar visualmente a ideologia e filosofia. Alimentando os pensamentos da época, sendo bons ou ruins.

Aqueles que melhor expressaram sua época são geralmente lembrados pela posteridade, com os exemplos de: Rembrandt – que apresentava o novo conceito de dignidade espiritual do homem; Picasso – que expressou os conflitos, a criatividade, a confusão e o esforço para achar a ordem. Logo, deduz-se os grandes motivos que levam o homem a manifestar a arte: ícones religiosos – “meios de fazer imagens adequadas de seus deuses”, a fim de materializar a fé; e a descoberta – a fim de experimentar e investigar o universo e a si mesmo.

Nesta aventura da existência o homem tem deixado rastros de sua cultura através da história. No Egito, as representações rígidas, planas e estáticas, passam a idéia de imutabilidade e permanência. Na Grécia havia harmonia entre corpo e espírito, eles buscavam o equilíbrio, viam beleza na vida, as formas humanas eram super valorizadas, indicando seus deuses como ideal de perfeição. Em Roma as estátuas, demonstravam a ambição, riqueza e poderio militar. Com o Cristianismo, pode-se observar em Bizâncio, as figuras anti-realistas sem sombra, chapadas e distantes, havia o medo da idolatria, o corpo era inimigo do espírito. Assim, toda a era medieval foi dominada pela idéia de que tudo fazia parte do plano divino, estando o homem como um agente passivo ao universo de Deus. Foi no período da Renascença que os interesses humanos sobrepõem os divinos, alicerçados pela teologia natural de Tomás Aquino, os valores místicos e espirituais foram sobrepostos pelos materiais e intelectuais. Percebe-se o surgimento de paisagens naturais ao fundo das imagens divinas, relacionando a natureza humana à divina. No século 17 a paisagem torna-se tema, começando a destacar os aspectos íntimos e líricos da natureza sob um caráter poético. O clímax da exploração é alcançado no século 19, pelos impressionistas franceses revelando “a poesia do cotidiano”. Qual seria o limite da manifestação artística? Qual o verdadeiro sentimento que permeia o artista? O que pode ser classificado como arte hoje? Questões que podemos pensar e debater, mas seria arriscado demais criar um método de classificação que rotulasse e restringisse o campo da arte, pois como manifestação inata ao ser humano é inconstante e inovadora, porque assim, é o espírito humano.

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