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Ampliação da dimenção estética na ciberarte


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Arte interativa uma arte comportamental: o computador como sistema

A pesquisa penetra no vasto campo da Arte Interativa como arte da colaboração, da partilha, da emergência, modificando-se conceitos artísticos anteriores centrados em objetos acabados que não podem ser modificados. Nas criações, o computador deve ser pensado não somente como mais um utensílio, uma ferramenta, ou uma máquina para executar artisticamente o que se obtêm com meios que lhe antecedem. Neste momento, procura-se abandonar atitudes que privilegiam a arte da pura representação, em uma postura de "déjà vu" ou "efeito retrovisor" em que os artistas somente produzem formas em técnicas que mais se parecem com o pastel, pintura, colagens. Estas etapas são exploradas, mas não se constituem em seus resultados finais. Imagens trabalhadas em computador pura e simplesmente, somente foram objeto na primeira fase do projeto e respondem agora a eventuais programações gráficas feitas pelo grupo como cartazes, folders. Nem mesmo está interessando somente copiar em fitas de vídeo as criações obtidas em computador, como "efeitos novos" obtidos com os mais sofisticados softwares. Procura-se realizar criações que não se confinem em meios com limites de unidirecionalidade e com uma dinâmica estética específica, pois eles impedem a participação através de dispositivos interativos. (fonte: NTAV / UCS)
Na cibercultura, campo que se insere o presente projeto, as pesquisas artísticas e científicas estão realizando investigações computacionais na qualidade de sistemas em suas possibilidades de ampliar o campo perceptivo. A arte interativa é uma arte mais comportamental que verifica questões como a interatividade em tempo real, a conectividade, a emergência, através de dispositivos de interação, entre outros atributos da arte digital. Para argumentar, é importante a afirmação de Norman White8 da Escola de Toronto: "Até mesmo agora, vinte anos depois, muito poucos artistas descobriram que o computador é muito mais do que uma ferramenta." A tela do computador não deve ser vista como uma mera tela luminosa de pixels em animação que modifica a representação por suas qualidades de cor-luz, gerando variedades formais animadas. A arte deste final de século que utiliza tecnologias é uma arte da interação, da participação, da partilha, que privilegia os estados de vir-a-ser em lugar de produtos acabados. Continua White: "É interessante que os artistas vejam no computador suas possibilidades como dispositivos eletrônicos não somente em seus apelos visuais mas na dimensão comportamental". A Arte Interativa implica em reorganizações profundas da sensibilidade, ampliando o campo de percepção em trocas e modos de circulação que exploram os recursos computacionais como uma linguagem própria e transcendem a arte da pura aparência. Chegamos ao que Roy Ascott nos propõe como a "arte da aparição"9. É a idéia de arte como processo e não mais como obra/objeto ou outro produto que não contém em si o gérmen da mutabilidade. A intervenção do "espectador" é ativa e participativa. Os resultados desta participação se fazem em tempo real, ou no tempo em que se está interagindo. Existem graus maiores e menores de interação, mas em qualquer que seja seu nível, ocorrem mudanças pela ação de quem interage. A "obra" existe enquanto potencialidade e tudo ocorre quando é acordada pelo público. Estamos diante da arte como um campo novo de possibilidades, de uma arte que enfatiza a transformação, a metamorfose, o fluxo, o processo, o vir a ser. (fonte: NTAV / UCS)

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