
"Com a câmera fotográfica, tornam-se visíveis existências que não poderiam ser percebidas pelo nosso instrumento óptico, o olho"
"Conhecer a fotografia é tão importante como conhecer o alfabeto. O iletrado do futuro será tanto aquele que ignora a câmara como o que ignora a caneta (...) Cada época tem a sua forma de expressão visual. A nossa: o filme. O signo eclético, simultaneidade na emissão e na recepção de estímulos. Que está na origem de um gradual desenvolvimento de novas bases criativas em vários campos, nomeadamente na tipografia. A tipografia gutenberguiana, que resistiu praticamente até hoje, existe exclusivamente numa dimensão linear. A intervenção do processo fotográfico expandiu-a para uma nova dimensionalidade, reconhecida atualmente como total. O trabalho preliminar neste campo foi feito pelos jornais ilustrados, cartazes e anúncios impressos."
A câmera fotográfica reproduz a pura imagem óptica, e portanto mostra as verdadeiras distorções e deformações ópticas. Já o olho, associado à experiência intelectual, suplementa os fenômenos ópticos percebidos através de associações, e cria formal e espacialmente uma imagem conceitual. Assim, a câmara pode fornecer as bases para uma visão objetiva. Moholy Nagy
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