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Portinari restaurado

Devidamente restaurados, painéis "Guerra" e "Paz" (detalhe), de Portinari, visitam São Paulo pela primeira vez. No Memorial,a partir de 7 de fevereiro
Os painéis Guerra e Paz, de Portinari, serão exibidos pela primeira vez devidamente restaurados na Fundação Memorial da América Latina, por um período de dois meses, a partir desta terça-feira, 7 de fevereiro de 2012.
Os painéis Guerra e Paz, de Portinari, serão exibidos pela primeira vez devidamente restaurados no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Os monumentais murais estarão expostos com cerca de cem estudos que contribuíram para sua confecção, além de documentos históricos como cartas e fotos. Eles contam, em detalhes, toda a trajetória de criação das obras, encomendadas pelo governo brasileiro para presentear a sede da ONU, em Nova York.
Em 2013 os painéis voltarão à sede das Nações Unidas.

Onde: Memorial da América Latina – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664.
Quando: 7/2 a 21/4
Quanto: Gratuito.
Info.: www.memorial.sp.gov.br
P183, by Rússia, Street Art
O Banksy de Moscou

P183: é assim que um anônimo artista de rua russo assina seus trabalhos realizados na cidade de Moscou. Pouco se sabe sobre ele, apenas que seu nome é Pavel, tem 28 anos e estudou design de comunicação, segundo informa o jornal inglês The Guardian.
Dentre suas obras espalhadas pela cidade, encontram-se um par de óculos gigante criado a partir de um poste, personagens pendurados em arames farpados, pichações que dialogam com fogo, um espaguete feito com tubos de plástico, dentre tantos outros desenhos e intervenções que dialogam com a paisagem moscovita.
Sua obra vem sendo comparada com a do notório artista britânico Banksy. Grafiteiro, pintor, ativista político e diretor de cinema, ele é conhecido por sua arte de rua satírica e subversiva e pelos comentários sociais e políticos gravados em muros, ruas e pontes sobretudo de Londres e outras cidades inglesas. (fonte: revista cult)








Lançamento do Museu de Arte Postal/MAP

© postal de Suzana Queiroga
Desde o início do século 20 ele sempre foi mundialmente procurado por viajantes e colecionadores, com votos de Natal, aniversários, recordações de viagem e, até mesmo cenas eróticas. Mas foram os artistas futuristas e dadaístas os precursores da experiência estética, utilizando os cartões postais como obra de arte.
A Arte Postal foi revolucionária também em países sujeitos a controle estatal, que cerravam as portas das galerias e espaços institucionais expositivos a artistas com idéias divergentes do poder. Ela serviu como via expressa para circular conceitos, idéias, críticas e até mesmo relatos de vida, através de um cartão. Objetos que não eram comercializados, mas que eram enviados com intenções de comunicar e lembrar as pessoas geograficamente distantes.
Já no século 21, no mundo globalizado, a arte descobriu novas formas de circulação mais rápidas e eficientes e passou a ser divulgada nos portais de museus, blogs de artistas e críticos, replicada em facebooks, orkuts e outros meios digitais. E o cartão postal foi deixado para trás, esmagado pelas inovações tecnológicas e pelas mudanças de hábitos modernos. Ficaram obsoletas as longas cartas, os telegramas e o envio de cartões em viagem.
Então, por que não voltar a investir também na Arte Postal inserindo-a na moderna tecnologia para a divulgação mais rápida e prática?
Estas questões fizeram o artista visual Marco Antonio Portela pensar na criação de um museu virtual onde pintores, escultores e fotógrafos contemporâneos pudessem apresentar obras inéditas e, ainda comerciá-las, abrangendo um público de todas as idades e classes. Portela apresentou o projeto aos seus amigos de profissão, que aderiram imediatamente pois perceberam que a criação de um museu sem paredes, nem portas, seria uma nova possibilidade de circulação de suas obras, propiciando a aliança entre o virtual e o mundo real.
Como funcionará o Museu de Arte Postal
Em tempos de correspondências digitais, o Museu de Arte Postal – MAP surge para refletir sobre as possíveis formas de circulação de arte, apresentando novos espaços e terceiras vias para artistas atuarem, com mais visibilidade, resgatando o objeto cartão postal e, ainda, apresentá-lo às novas gerações.
O Museu de Arte Postal entrará no ar no dia 3 de fevereiro de 2012, com um lançamento “físico” no Ateliê da Imagem Espaço Cultural. O criador do projeto Marco Antonio Portela informa que “o MAP será inaugurado com obras de quatro artistas: Rogério Reis, Carolina Valansi, Suzana Queiroga e Gustavo Speridião que estarão disponíveis no www.museudeartepostal.com.br, numa tiragem de 1.000 exemplares assinados, agregando valor e autenticidade ao objeto estético”.
As edições serão bimestrais, sempre com novos artistas e suas obras de arte a um preço irrisório de R$ 20,00 (valor da coleção de quatro postais).
As verbas geradas pelas vendas serão divididas entre artista e museu; sendo que ficará a cargo do museu as despesas do mundo virtual, impressão, impostos e envio dos postais.
O MAP existirá no mundo virtual, mas os postais circularão das bolsas dos carteiros às mãos dos colecionadores.
SERVIÇO
Lançamento do Museu de Arte Postal/MAP
www.museudeartepostal.com.br
Criação e direção do artista visual Marco Antonio Portela
Lançamento no Ateliê da Imagem Espaço Cultural,
Avenida Pasteur, 453, Urca / Tel: 21- 2541-3314
Dia 3 de fevereiro, às 19h.
Entrada franca.
Projeto Foyer volta ao MAM neste verão
Segundo ano do projeto produzido pela Belvedere leva três telas de nova série de Pedro Varela ao Museu de Arte Moderna do Rio.

© Pedro Varela, Tropical, acrílica sobre tela 2,00x2,00cm
As cores fortes e animadas deram lugar ao azul – do turquesa ao profundo. Materiais prosaicos e cotidianos (adesivo em vinil, caneta esferográfica...) foram substituídos pela tinta. Mas a inquietação do artista plástico Pedro Varela continua lá. E estará, a partir do dia 11 de fevereiro, preenchendo as paredes do foyer do MAM. A exposição Tropical abre o segundo ano do Projeto Foyer, uma parceria do museu com a Belvedere que aproxima jovens e talentosos artistas do público e de colecionadores. O projeto começou no ano passado com Daniel Lannes, que exibiu um políptico composto por sete telas de dimensões variadas.