Na palestra com Walter Carvalho e Gringo Cardia na semana ABC de cinematografia, o que chamou minha atenção foi a afirmação de Walter Carvalho sobre a crise da imagem, que para ele não está na representação, mas na linguagem. Ele explica que a construção do espaço se dá de duas formas: a matemática, relações óticas, físicas, iluminação, perspectiva, enquadramento, etc, e a relação poética, o gesto, a mensagem, a linguagem: o subjetivo. Para ele enquanto a primeira lida diretamente com os efeitos da tecnologia, a segunda é que realmente importa e nesta encontra-se o verdadeiro valor da imagem. E a crise atual que o universo da imagem tenta decifrar com relação ao avanço da tecnologia digital põe em evidência ou em decadência estes valores. Enquanto muitas pessoas estão demasiadamente preocupadas com as ferramentas e suportes para tornar a imagem cada vez mais 'vendável', Walter quer realmente tornar expressiva a imagem buscando o subjetivo, para ele o que importa é a linguagem. Ela que conceitua o projeto, e pode se apropriar de todas as tecnologias disponíveis e ainda fazer uso desta. Disse ainda que o modelo civilizatório da imagem codificada por Hollywood está falido. (imagem do site Revista de Cinema)
"O que comanda é a linguagem, não o parafuso... Linguagem é vida!"
(Walter Carvalho)
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