
Entre 28 de janeiro e 3 de abril, o Instituto Moreira Salles de São Paulo apresenta a exposição Thomaz Farkas: uma antologia pessoal, retrospectiva da obra do consagrado fotógrafo húngaro, naturalizado brasileiro. A mostra tem cerca de 100 imagens, parte delas inéditas.
Em Thomaz Farkas: uma antologia pessoal, os visitantes poderão conferir imagens do fotógrafo produzidas a partir da década de 1940, época em que Farkas se associa ao Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB), local de debate sobre a atividade fotográfica. Afinados com as vanguardas europeias e norte-americanas, os paulistas do FCCB buscavam uma estética específica para a foto, com novos enquadramentos e pontos de vista inusitados. A mostra apresenta também trabalhos posteriores, com uma abordagem mais humanista, quando Farkas se aproxima do fotojornalismo. Destacam-se as séries sobre o Rio de Janeiro que incorporam o retrato e a vida dos moradores de bairros populares e regiões do centro histórico da então capital federal. É dessa mesma fase sua célebre sequência sobre o Balé Yara. (via: IMS)
Biografia
Thomaz Jorge Farkas (Budapeste, Hungria 1924). Fotógrafo, professor, produtor e diretor de cinema. Em 1930, imigra com a família para São Paulo, onde seu pai é sócio fundador da Fotoptica, uma das primeiras lojas de equipamentos fotográficos do Brasil. Associa-se ao Foto Cine Clube Bandeirantes - FCCB em 1942, e começa a expor em salões nacionais e internacionais. Em livros e revistas importados, conhece os trabalhos de Edward Weston (1886 - 1964) e Anselm Adams (1902 - 1984), dois expoentes da fotografia moderna norte-americana. Na década de 1940, fotografa companhias de balé, esportes, paisagens e cenas do cotidiano urbano de São Paulo e do Rio de Janeiro. Realiza, em 1949, a mostra individual Estudos Fotográficos, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, e sete imagens suas passam a integrar a coleção do Museum of Modern Art - MoMA [Museu de Arte Moderna de Nova York]. Em 1950, com Geraldo de Barros (1923 - 1998), desenvolve o projeto do laboratório de fotografia no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, onde dá aulas no ano seguinte. Paralelamente, faz experimentações em cinema, freqüenta os estúdios da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, São Paulo, e inicia correspondência com o documentarista holandês Joris Ivens (1898 - 1989). Gradua-se em engenharia mecânica e elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - Poli/USP em 1953. De 1957 a 1960, fotografa a construção e a inauguração de Brasília. Após o falecimento do pai, em 1960, assume a direção da Fotoptica, cargo que ocupa até 1997... (via: itaucultural)
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