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Exposição de Hélio Eichbauer


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Trata-se de um artista com vasta experiência em seu principal ofício, cenografia. Com espírito jovem e inovador Hélio pensa seus trabalhos com profundidade, busca a filosofia, não só a aparência um rótulo estático. Não permite que seus cenários roubem a cena dos espetáculos, mas que interaja com o artista fortalecendo sua atuação formando um conjunto harmônico que fala à alma, que “enriqueçam a emocionalidade do espectador (...) provocando a sensibilidade e imaginação completando a intenção poética”.
A estética do seu “objeto arte” é simples, contudo sedutora, busca efeitos de luz, sombra e formas geométricas. Pode-se observar a presença constante de quadrados, triângulos e círculos em seus cenários, como se ele quisesse dizer que todo conceito estético nasce a partir destas simples formas, talvez seja a herança do mestre Svoboda no “gosto pela exploração espacial arquitetônica não pictórica e simbolista”. [2] Seus trabalhos nos levam a uma viagem pela arte moderna. O abstracionismo geométrico – Construtivismo: “desafiante categoria denominada objeto, do uso do espaço arquitetural depurado a uma rigorosa essencialidade geométrica e com uma dinâmica de cortes que leva ao espectador a visão de um infinito imprevisível dos planos retilíneos”. [3] O expressionismo pincelado no Rei da Vela: como um realismo crítico, num “protesto à determinada conjuntura social, o drama é a rejeição violenta contra algo que o autor denuncia em 1933, que coincide em data com a temática de Brecht”.[4] Segundo o crítico Sábato Magaldi, a cenografia de Hélio Eichbauer “não cria apenas um ambiente, mas funciona como um órgão vivo, que projeta, ilustra e até contradiz a ação dramática”. [5]

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[1] VALADARES, Clarival do Prado, Disponível em http://www.unirio.br/opercevejoonline/7/documentos/1/documento1.htm, acesso em 01/10/2006
[2]ITAU CULTURAL, Home page. Disponível em http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/, acesso em 01/10/2006
[3]VALADARES, Clarival do Prado, loc. cit.
[4]VALADARES, Clarival do Prado, loc. cit.
[5]MAGALDI, Sábato. Hélio Eichbauer: o cenário como linguagem exata. Jornal da Tarde, São Paulo, 17 maio 1972.

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