O divisionismo e pontilismo de Seurat, contribuiu no estudo científico da cor. O pós-impressionistas libertam-se para novos conceitos no uso da cor e das pinceladas na expressão e construção da obra, como Cézzane e Van Gogh. Mas foi alguns corajosos artistas, como Matisse, Derian, Vlaminck e Braque, que conseguiram fazer a obra preceder a técnica em sua contrução, livrando-se de qualquer doutrina, abrem caminho para a experimentação. Nesta curta fase, os valores estão no sujeito, vale a individualidade, a expressão, a verdade da mensagem a ser transmitida, a realidade que transcende o objeto, o desejo de libertar a natureza da mera representação, os valores estão na imaginação e intuição. Sem medo de ser feliz, estes artistas desejavam libertar a cor, buscavam o prazer visual gerado pela cor, com intensidade sensibilidade e violência, numa dialética fervorosa, expressavam a arte como composição decorativa resgatando os elementos da obra, como harmonia e proporção. Destaca-se a obra Luxe, calme et Volupté, de 1904, inspirada nos escritos de Baudelaire, em que Matisse "evoca uma idéia radical e positiva da pintura, fazendo uso da tradição e dos recursos simbolistas". Esta obra foi exposta no Salão dos Independentes em 1905. O fauvismo, nome que recebeu esta fase, derivado de fauves, que significa 'feras', termo pejorativo indicado por críticos da época; foi um processo transitório de resgate e experimentações dos conceitos essenciais da linguagem visual do homem (buscaram referência até na arte primitiva e não-européia) que lançou as bases e ajudou a sacudir as novas tendências da arte moderna. Mostraram que a essência de toda a arte é a expressão, e a liberdade faz parte deste processo, humano e primitivo. Numa época de crença na evolução, estes homens fizeram o verdadeiro papel da arte. Que o meio não seja o fim e a técnica não prevaleça sobre o significado.
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