
Duchamp's Fountain, ready-made
RESUMO
Na entrevista a seguir, o professor de filosofia e crítico de arte Arthur Danto discorre sobre os principais pontos de inflexão em sua carreira. Figura de proa no pensamento que envolve a arte contemporânea, Danto tece considerações sobre arte e filosofia, aponta as principais divergências entre a crítica universitária e jornalística, reflete a respeito do papel do Estado sobre a arte e defende uma estética do sentido em detrimento de uma estética da forma.
Palavras-chave: Arthur Danto; crítica de arte; arte contemporânea; filosofia da arte.
SUMMARY
In the following interview, professor of philosophy and art critic Arthur Danto talks about his career. Among the main scholars dealing with contemporary arts nowadays, Danto points out relations between art and philosophy, talks about the transition from academia to popular art criticism, reflects about the role of State when dealing with the arts and explains why he subscribes to an aesthetic of meanings rather than an aesthetic of forms.
Keywords: Arthur Danto; art criticism; contemporary art; philosophy of art.
A arte sempre foi motivo de inquietação para os filósofos. Na República, Platão a denunciou como mera imitação. Para Hegel, a arte estava subordinada à filosofia: em 1828, escreveu que a arte "em sua mais alta vocação, é e será para sempre uma coisa do passado para nós". Mais recentemente, em 1984, o professor de filosofia Arthur C. Danto anunciou o "fim da arte".



